Ser ou não ser
eis a questão!
Escrito por Cristina Roque em 2021
Desde muito cedo pensei que uma pessoa para ser líder e estar à frente de uma ou mais equipas, seria uma pessoa com valores e um deles seria sempre a humanização das relações. Estou convencida que muitos de nós já nos enganamos sobre isto, a dado momento das nossas vidas, correto?
Tinha a ideia ingénua que quem tinha um cargo hierárquico superior seria uma pessoa com muito valor e seria um modelo a seguir. Isso nem sempre acontece, mas o rumo que a humanidade está a seguir, cada vez mais nos obriga a que sejamos humanos, com talentos e interferências, mas acima de tudo com a necessidade de termos clareza do que somos e no que queremos contribuir para o mundo.
Então porque é que uma pessoa ‘chega’ à liderança de uma empresa sem a humanização dos seus atos? Ela não sabe, mas ela não chega e está longe de lá chegar se não escolher as pessoas e o que cada uma representa na sua individualidade.
O valor das pessoas é mostrado e ‘transpirado’ pelas suas ações, pelo seu olhar, pelas suas palavras, pelos seus atos, pelos seus silêncios e pelos seus gritos de força e luta. É quem assume um todo e vive com o todo.
Ser um líder é ser um encantador de pessoas.
As pessoas não têm chips que ligam e desligam dos seus problemas. É preciso saber entender como um colaborador está diariamente, com a sua vida, o que o afeta.
Aprendi que só posso ajudar alguém se eu estiver bem, capaz de impactar positivamente o outro. Isto serve para qualquer área da nossa vida. A grande questão é termos a clareza, a consciência plena de que precisamos de nos transformar para melhorar a nossa performance e assim melhorar seguramente os nossos relacionamentos com os outros.
A liderança funciona da mesma forma. Uma boa liderança impacta e move as pessoas. Uma má liderança deixa de ser liderança e passa a ser um palco para o ego.
Liderar é a capacidade de se dar aos outros, o melhor que se tem e assim crescer com todos porque a melhor gestão de pessoas é encanta-las e movê-las para o aumento da produtividade, da performance de cada um e da equipa.
Pensem e repensem sobre a forma como lideram a vossa equipa e que tipo de liderança pretendem nas vossas vidas porque em primeiro lugar temos que desenvolver a nossa autoliderança, a capacidade de nos motivarmos e nos desafiarmos.
É em nós que tudo começa e pode ser extraordinária a escolha pela ação de se transformar!